Quando a ideologia vai para o espaço - carta aberta a Ari Friedenbach


Vereador Ari Friedenbach,

É triste dizer que perdi a consideração que tinha pela sua pessoa como parlamentar. V. Sra foi eleito vereador de São Paulo pelo PPS em 2012 para ser oposição à já inflada base governista do prefeito Haddad, que já conta com 40 dos 55 vereadores da capital. E eis que, no meio do mandato V. Sra resolve mudar de partido e migrar para o recém-formado PROS, que até então sequer tinha atuação na capital. E sua justificativa em seu site só piora as coisas: no PROS V. Sra. será presidente do diretório municipal. 

Vereador, mudar de partido no meio do mandato e migrar para um partido nanico novo com cara de velho, que foi criado com a clara intenção de negociar segundos na TV em troca de cargos e privilégios é a prova de que fidelidade partidária é algo em extinção no país. Pior: V. Sra se deixou ser peça de uma manobra partidária dentro da câmara com o intuito de enfraquecer a já pequena oposição. Pior ainda do que mudar de partido é mudar de oposição a base aliada. V. Sra manchou uma história política que poderia ter sido se não brilhante, pelo menos diferente da maioria. 

Desculpe, mas meu voto o senhor não terá mais. Continuo respeitando sua história de vida e engrosso as fileiras dos que lutam por um país onde menos pais passem pela dor que V.Sra passou. Como pai e como defensor da justiça o senhor merece aplausos. Mas sua atuação política deixou a desejar com essa mudança.

Sem mais.

Não te quero mais


Sim, não tenho dúvidas de que Deus criou a comunicação para melhorar os relacionamentos humanos. O diabo, para estragar o que Deus fez, criou o SMS, o malditos torpedo que por várias vezes faz jus ao nome: explode e detona tudo o que encontra pela frente. Inclusive os relacionamentos.

Ela: Renato, preciso falar com vc

Ele: Pd falar, amr,

Ela: Ñ dá + pra gente continuar juntos!

Ele: !!!

Ela: Depois conversamos melhor, mas acabou. Dskupa!

Ele: posso saber pq?

Ela: Dskupa, acho que sou eu, mas não te quero mais.

Ele: tá bom, fazer o que!

Ela: !!!

Ele: qfoi?

Ela: É só isso que vc tem a dizer?

Ele: pq, o que mais eu deveria dizer?

Ela: Renato, to falando que não te quero mais. Vc vai concordar assim, de boa?

Ele: bom, então vamos lá. Letícia, lembra de quando começamos a namorar, há mais ou menos um ano, e eu te disse que eu era diferente da maioria exatamente por não correr atrás? Eu te falei que não faço o tipo que se rasteja pela atenção de ninguém. Até o momento em que você me quiser, estarei aqui pronto para te dedicar todo o meu amor. Quando você não quiser mais, irei entender e agradecer pelo momento em que você me permitiu estar ao seu lado. Bom, esse momento chegou. Você disse que não me quer mais. O que você quer que eu faça? Brigue, discuta, vá até a sua casa com flores e chocolates e te implore um amor que você não tem mais? Quer que eu te peça mais uma chance, até que você fique comigo por pena de mim e de meu sofrimento piegas? Não, não vou fazer isso, Letícia. Não foi o meu amor que acabou, foi o seu. O meu continua intacto. Se você não me quer mais, não tenho o porque implorar que você continue comigo. Sim, vou sofrer muito. Mas vou sofrer calado. Aqui comigo, na minha cama, que é lugar quente. Durante o dia vou vestir a máscara de vida social e seguir em frente. Repito: meu amor continua o mesmo. Caso o seu renasça de novo, estarei aqui. Enquanto isso, seguirei em frente. Tchau!