Vale a pena morar fora do Brasil?


Vale sim. Isso até nem é novidade. Mas é sempre legal ver a versão de quem já está lá fora. O Rafael mora em Melbourne, Austrália, e conta como é viver num país onde as coisas funcionam. Bem diferente do nosso, infelizmente. 

É a primeira vez que falo sobre isso aqui no blog mas tenho planos de sair do Brasil - ainda preciso amadurecer muito a ideia - e vídeos, blogs sobre o assunto sempre me chamam a atenção. Quem tiver mais conteúdo do tipo me envie, por favor, deixando o link nos comentários ou me enviando pelo Twitter.

See you!

Metrô 24 Horas


Tá rolando um abaixo-assinado em SP pedindo que as linhas de metrô funcionem 24h. Sou CONTRA esse abaixo assinado e explico o por que. 

Não tem como metrô funcionar 24h. O horário entre 0:00 e 4:40, em que o metrô de SP não funciona, é importantíssimo para manutenção de linhas, limpeza e vários outros reparos nas estações. O metrô conta  com um sistema complexo demais e necessita dessa pausa para os devidos ajustes. Além do mais disponibilizar metrô só vai resolver o problema de quem mora perto dos metrôs, pois todo mundo sabe que para se chegar a uma estação de metrô em SP é necessário utilizar alguma linha de ônibus, que raramente funcionam de madrugada. 

O correto seria pedir que a PREFEITURA disponibilize linhas de ônibus e lotações 24h, pois as linhas de ônibus não precisam de pausa pra manutenção nenhuma. Basta termos um prefeito de pulso firme (Haddad: pfff!) para exigir que as empresas de ônibus disponibilizem linhas noturnas.

Esse tal abaixo assinado me parece um bom exemplo dos que lutam por algum direito, mas não sabem exatamente qual. Quem protestar, mas não sabem exatamente como nem contra o que. Daí se deixam levar pela ideia da maioria e criam protestos bobos, sem qualquer fundamento. 

Mas uma coisa é fato: SP é uma cidade que não dorme, e já está mais que na hora de ser revisto o transporte público na madrugada, pois depender somente de táxi é quase impossível. Mas que isso seja feito de forma responsável e inteligente. 

Se fizerem um abaixo assinado mais bem elaborado, com uma proposta possível de ser executada, assino na hora!

Ajudem a realizar o sonho da Jennifer


Olá, amigos.

A moça da foto se chama Jennifer de Paula, mora em Campo Grande-MS, tem 22 anos e está prestes a se casar. Até aí nada de incomum, essa poderia ser a vida de qualquer outra garota mundo afora, correto? Sim, mas além desses detalhes que fazem da Jennifer uma garota tão comum como qualquer outra há o detalhe de ela estar no meio de um luta contra o famigerado câncer nos leucócitos, ou mais popularmente conhecida como Leucemia. 

Leucemia linfoide aguda (LLA) é um tipo agressivo de leucemia comum em crianças entre 2 e 5 anos e em idosos com mais de 60 anos. Porém a Jennifer, totalmente fora dessas faixas etárias, foi uma das "premiadas", se é que posso dizer isso, a entrar para o seleto grupo de pessoas adultas, em fase totalmente saudável da vida, a apresentar a doença. Por ser agressiva a LLA necessita de tratamento rápido, com doação de sangue e plaquetas. Para completar, a garota tem um tipo sanguíneo não tão fácil de se encontrar por aí, O-. As amigas começaram, então, uma busca pelas redes sociais para encontrar doadores. E o resultado foi tão positivo (o trocadilho com o tipo sanguíneo não foi intencional... rs) que nem o hemocentro de Campo Grande esperava tantas doações. O caso virou até reportagem na TV Globo de Campo Grande

E o que mais surpreende na garota é a força de vontade e a paz com que ela enfrenta tudo isso. Quem pensava em encontrar uma moça triste, desesperada se surpreende ao ver uma menina que faz planos para o futuro, incluindo aí o casamento ainda nesse ano. Um dos sonhos da garota é conhecer o cantor Luan Santana, de quem ela é fã. 

Não, nunca vi a garota pessoalmente. Ela é amiga da minha irmã Keit, e foi por isso que fiquei sabendo da história da Jennifer. Há dois anos vi um caso parecido com uma amiga muito querida (que inclusive também sofreu com LLA) e por isso fiquei tocado com o que ela vem enfrentando. Vou tentar mexer os pauzinhos pra ver se consigo algum contato com o tal cantor - não, eu não curto o estilo sertanejo dele, mas é o que ela curte, e eu respeito totalmente (assim como eu curto Avril Lavigne e muita gente não curte... rs). Vai que alguém aí conheça alguém que conhece alguém que conhece alguém... ufa! Enfim, vai que por um acaso algum contato do cantor tem acesso a esse texto. Caso isso aconteça entrem em contato comigo pelo email weslleytalaveira@blognovasideias.com 

E para a Jennifer (caso ela leia esse texto): eu escrevi há poucos dias algo sobre enfrentar o dia mau. Você está enfrentando um período mau na sua vida. Todos, em algum momento, enfrentamos. A diferença é a forma como lidamos com isso. Alguns se entregam e desistem; outros, como você, mantém a cabeça erguida e passam pelo dia mau com beleza de alma, com o coração inteiro. Continue assim. A vida é linda demais pra passarmos por ela com tristeza ou desespero. Saiba que Deus está ao seu lado em todo tempo, dando essa força que você está encontrando para atravessar por tudo isso. E com certeza há muita gente rezando e torcendo por você. Continue aguentando firme.

É isso! 

Jogo Subterrâneo


Sabe como é: sábado a noite, não saí pra lugar nenhum e nem tinha nada interessante pra fazer, então o jeito é zapear a TV pra procurar alguma coisa boa. Já tinha visto a tarde na TV Cultura o comercial de um filme que eu nunca sequer havia ouvido falar: Jogo Subterrâneo, nacional. Me chamou a atenção pelo fato de ter no elenco os três atores que eu considero os melhores da dramaturgia brasileira atual: Felipe Camargo, Maria Luiza Mendonça e Daniela Escobar (que a cada no parece ficar mais linda!). Decido que ia ver o filme. Assisti e gostei muito do que vi.

Jogo Subterrâneo narra um passatempo curioso que o músico Martin criara para si mesmo: encontrar a mulher de sua vida no metrô de São Paulo, através de um jogo complexo com itinerários do metrô que ele mesmo havia criado.  No seu jogo, Martin escolhia mulheres aleatórias e estabelecia para si que elas deveriam fazer o itinerário que ele traçava. Se o itinerário coincidia ele seguia a tal mulher até enquanto os caminhos coincidissem; mas se em algum momento o destino delas fosse diferente do dele, ele simplesmente descartava a moça e procurava outra. Porém num desses jogos ele cruza com Ana (Maria Luiza Mendonça), uma moça misteriosa que embarca assustada no metrô e que chama a atenção de Martin, mesmo fazendo um itinerário totalmente oposto ao que ele traçara, e o mesmo a segue até que ambos se encontram em plena Praça da Sé. A partir daí surge um relacionamento conturbado, intenso, cheio de segredos e mentiras que podem levar ambos quase à loucura. Porém, paralelo a esse relacionamento confuso ele ainda tem de lidar com os sentimentos que tem por Tânia (Daniela Escobar) que, mesmo sendo casada com um tatuador, se apaixona pelo músico. Além disso Mártin ainda se vê confuso quando encontra a filha autista de Tânia. O único escape de sensatez na vida de Martin é Laura (Júlia Lemmertz), escritora cega que ele conhece no metrô e que acaba virando sua amiga, para quem ele confidencia todo seu relacionamento com Ana. 

A trama é interessantíssima. Tanto pelo ar de filme europeu, mas filmado em boa parte dentro do metrô paulista, como pela interpretação dos atores. A Maria Luiza Mendonça, repito, é pra mim uma das melhores atrizes brasileiras da atualidade. Ela tem uma capacidade de emprestar realidade aos seus personagens que às vezes chega a impressionar, sem falar na perfeição com que ela interpreta personagens polêmicos, as vezes quase transtornados. 

Além disso Jogo Subterrâneo tem uma mensagem interessante: é impossível padronizar relacionamentos. A tentativa de colocar um relacionamento entre duas pessoas dentro de uma regra que sirva para qualquer caso é impossível pelo fato de estarmos tratando com seres humanos, que são completamente diferentes entre si. Prova disso é que a mulher que Martin escolhe para amar não é a que se encaixou perfeitamente no seu jogo, pelo contrário, a cada acontecimento fica claro que não só o jogo, mas a vida de Martin estava cada dia mais fora de controle. 

O filme é meio antigo - de 2004, se não me engano - mas é uma das poucas coisas feitas pelo cinema nacional nos últimos anos que realmente vale a pena assistir. Sim, eu sou um dos críticos do cinema nacional, que parece ter uma dificuldade imensa de produzir algo que não seja um humor bobo e caricato. Jogo Subterrâneo é uma das poucas exceções. 

Recomendo muito.