Minhas metas para 2012:

Apenas isso:



Estou pensando em mudar alguns móveis de lugar,
Botar uns quadros novos na parede.
Comprar uma samambaia,
Ir pra varanda,
Algumas flores e uma rede,
Dar algumas roupas,
Reciclar livros e cds.


Abrir janelas há tempos trancadas,
Jogar algumas coisas velhas fora.
Deixar o ar entrar para arejar a casa,
Viver coisas novas!


Limpar o quintal, pintar as escadas,
Dar uma geral no hall de entrada

Os esquisitos também amam!

Woody Allen, o esquisito mais genial de todos os tempos


Sabe uma coisa legal pra se desejar pra o ano que vem? Um novo amor (ou como disse a Cissa Stolariki, um amor).

Já que quem eu queria não tá nem um pouco interessada em mim (pelo menos é o que ela demonstra...), vamos em frente. Quero uma companhia, alguém legal pra compartilhar momentos bons, pra rir junto, pra ligar a noite antes de dormir e enrolar na hora de desligar. Pra sentir saudades. Pra chamar de "amor".

Quero alguém que não fuja de mim depois de me ver pessoalmente pela primeira vez. Que, ao perceber que eu não sou o cara modelo com corpo escultural das novelas da Globo (estou a anos-luz de distância disso) tenha, ainda assim, o interesse em conhecer melhor. Sim, eu sei que não sou o cara mais interessante, o mais descolado, o mais sociável, o que tem o melhor papo e que melhor usa as técnicas de sedução e conquista dos livros de autoajuda. Eu sei que não sou o tipo de cara que as meninas gostam de ter apenas para exibir como trofeu para as amigas, algo como "veja, meu namorado é mais bonito que o seu" (elas fazem isso!!!). Eu sei que, num primeiro momento, sou um cara estranho. Esquisito. Tímido, sem assunto, gaguejo às vezes na hora de conversar. Sim, tenho cabelos grisalhos mesmo com 26 anos, tenho algumas manchas na pele que sobraram do tempo de crise de psoríase (causada principalmente por uma outra pessoa que dizia me amar) e tenho os dentes da frente separados. Há pouca coisa em mim que chamaria a atenção de alguém.

Por isso quero alguém diferente: uma pessoa que esteja disposta a passar por cima de todas essas barreiras e conhecer o Wesley que não aparece no Facebook nem no Twitter, e o Wesley que não está nos blogs. O Wesley que existe além de um primeiro contato numa manhã desastrada num parque de SP. O wesley que demora (às vezes meses) pra se revelar como é. Quero uma pessoa que esteja disposta a me conhecer mais do que o superficial, que tenha interesse em descobrir que por baixo dessa pessoa esquisita dos trejeitos desastrados há uma outra pessoa, que se mostra a poucos. Uma pessoa que não se importe com a distância, pois para isso inventaram ônibus e rodoviárias. Que além desse cara tímido há uma outra pessoa, disposta a viver e conhecer o melhor da vida.

Eu sei que tenho algo bom a oferecer. Mas preciso de alguém disposto a conhecer isso. É esse meu pedido para 2012. Mas se não aparecer ninguém, eu levo minha vida sem nenhum problema. Não nasci grudado com ninguém pra depender de outra pessoa pra ser feliz.

Mas ninguém nasceu pra ser sozinho. Até um cara estranho e esquisito como eu.

*PS: se você leu esse texto e identificou que foi sobre você que eu falei, saiba que meu interesse continua o mesmo. Mas como eu disse no Twitter ontem à noite, eu sou meio lento nessas coisas. Eu disse que você não está "nem um pouco interessada" porque é o que eu sentia, mas não que eu tenha perdido o interesse. Pelo contrário. Muito pelo contrário.

As minhas músicas preferidas de 2011

 


Opa, e aí, pessoal?

Fim de ano, todo mundo fazendo retrospectiva de alguma coisa, e achei que seria legal eu fazer uma lista das minhas musicas preferidas, aquelas que mais ouvi em 2011. Lembrando bem que essa lista se baseia única e exclusivamente na minha opinião, independente da quantidade de vendas, da influência na mídia ou da crítica, ok? Nem todas as músicas da minha lista foram lançadas em 2011 e a maioria é desconhecida do grande público. Eu tenho essa mania de gostar do que ninguém conhece... Isso não significa também que eu gosto apenas dessas músicas. Sim, aprecio muita coisa, mas não dá pra falar tudo por motivos óbvios, então fica aqui as minhas preferências.

Vamos lá:

1°: Smile - Avril Lavigne


Avril Lavigne é minha cantora preferida e quem me conhece sabe disso. Ela sempre está e estará no topo da minha preferência musical, independente do que já existe ou ainda venha a existir. Gosto de tudo o que ela faz e sou suspeito para falar da qualidade musical dela. Mas o CD Goodbye Lullaby, lançado nesse ano, ficou muito acima do esperado. Canções mais emotivas, com letras que refletem uma Avril madura e sensível ao sofrimento e à dor. Entre as músicas do novo CD, se destacam Smile e Goodbye, minhas duas preferidas.

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2°: Every Teardrop is a Waterfal - Coldplay


O novo álbum do Coldplay de nome quase impronunciável (Mylo Xyloto) foi uma novidade aos fãs da banda inglesa. Estilos diferentes e, porque não dizer, polêmicos. Essa música, mesmo, foi rodeada por uma polêmica depois de a banda ter sido acusada de plágio, por conta da abertura da música, que se assemelha muito à música I Go to Rio de Peter Allen. Mas não tem nada de plágio, pois no site oficial da banda há a informação de que eles usaram elementos da música do cantor australiano para criar Every Teardrop...; e apesar do título parecer meio emo ("cada lágrima é uma poça", algo parecido com Cada Poça Dessa Rua Tem Um Pouco de Minhas Lágrimas, do Fresno) a música tem uma pegada eletrônica misturada com um pouco de pop setecentista, que resultou num trabalho de muito bom gosto.

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3°: Love and Communications - Cat Power


Logo depois da Avril Lavigne eu coloco Cat Power como minha cantora preferida. Eu mesmo já escrevi sobre isso aqui no blog e disse que ela não é uma cantora para ser apenas ouvida, mas para ser sentida. Isso porque suas músicas, aos mais desavisados, podem soar como algo meio monótono. Cat Power usa pouquíssimos instrumentos, geralmente uma guitarra ou piano e uma bateria pra marcar o tempo. Isso para valorizar sua voz e as letras.

Love and Communications é um bom exemplo disso: para que não curte é uma música estranha, com acordes aparentemente dissonantes e algo meio perturbador. Mas para quem conhece o estilo Cat Power de fazer música essa é uma das melhores canções da carreira dela. Essa é a minha opinião.

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4°: Por Amor - Nasi:


Nasi pra mim é um dos caras mais fodas da música brasileira. Ajudou a fundar o Ira!, fez músicas ótimas, arrumou briga com meio mundo, foi afastado da banda que formou e deu vida à sua carreira solo, tão boa quanto o tempo no Ira!. Vivo na Cena é um dos melhores trabalhos brasileiros lançados nos últimos anos. Por Amor é uma das músicas do Nasi da época do Ira!, mas aqui ganhou a participação da Vanessa Krongold, vocalista do Ludov. O resultado é sensacional!

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5°: ÜBerlin - R.E.M.


O novo álbum do R.E.M., Colapse Into Now, é um dos melhores da banda. Mas entre todas as músicas ÜBerlin é a melhor, na minha opinião - ÜBerlin é uma brincadeira da banda com a expressão Ü-Bahn, "metrô" em alemão. Além da letra ser cheia de lições e verdades o clipe é espetacular. Quem não sente vontade de sair pela rua pulando e girando como o cara descolado do clipe?


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6°: Right To be Wrong - Janes Joplin


Além de linda, Joss Stone é uma das melhores vozes dos últimos tempos. E suas letras são lições que ela, mesmo nova, parece ter aprendido na prática. Vale a pena ouvir.

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7°: Es War Nicht Alles Schlecht - Jennifer Rostock


A banda alemã quase desconhecida aqui no Brasil vem ganhando fãs em toda a Europa. E Es War Nicht Alles Schlecht, uma das músicas novas, resume um pouco do que a banda é: louca, mas com bom conteúdo. A música, com elementos da Neue Deutsch Härte, coloca Jennifer Rostock na mesma galeria de grandes nomes do rock pesado alemão, como Megaherz, Rammstein e outros. Es War Nicht Alles Schlecht é uma das grandes apostas do mercado musical alemão.

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8°: Quando a Chuva Passar - Paula Fernandes


Tá, me rendi à voz de batata entalada na garganta da Paula Fernandes. Não sem muita resistência, claro! Mas não tive como! Ela é linda, e como se isso não bastasse, ela resgatou o jeitinho mineiro "boa menina" de fazer música. Regravou a música da Ivete e provou que, em certos casos, a regravação fica melhor que o original. Ela merece todo o destaque que vem recebendo. E não me interessa se ela foi eleita a mais mal vestida de 2011. Eu gosto da musica dela, e a roupa que ela usa não me interessa nem um pouco. Que a Glória Kalil se ocupe disso!

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9°: Você Não Vale Nada - Tiê


E quem diria que um dos forrós bregas mais grudentos dos últimos tempos poderia ganhar uma versão nobre e até melodramática? Você Não Vale Nada, de uma banda de forró chamada Calcinha Preta ganhou da Tiê uma versão completamente impensável, e o resultado foi surpreendente. Mais ainda: para quem tem o preconceito com a música popular e nunca havia sequer prestado atenção na letra da música (como eu...), Você Não Vale Nada tem uma letra bastante bonita!

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10°: Roling in the Deep - Adele


Apesar de estar no último lugar da minha lista isso não significa que ela seja "a pior". Pelo contrário: Adele ganhou o mundo e foi eleita como o melhor álbum de 2011 por uma agência de notícias espanhola. Adele é quase uma versão bem comportada de Amy Winehouse, de tanto que as vozes se parecem. Mas Adele não quer ser apensa uma cópia: tem personalidade própria e mostra isso nas letras de suas músicas. Como em Roling in the Deep.

Por que comemorar o Natal?

Já conheço todos os motivos possíveis para não se comemorar o Natal: Jesus não nasceu em 25 de dezembro e essa data foi escolhida pela Igreja Católica a centenas de anos para agradar os pagãos que estavam chegando à igreja; é bem provável que Maria não era virgem quando Jesus nasceu, já que a expressão "nascer de uma virgem" era usada na época quando se referiam à mulher que engravidou na primeira relação sexual, ou seja, Jesus seria filho biológico de José; alguns arqueólogos já dizem que Jesus não nasceu em Belém da Judeia, mas em Belém da Galileia, diferente do que os evangelhos relatam; os símbolos natalinos surgiram entre os mesmos pagãos que vieram à igreja trazendo seus costumes de iluminar casas, decorar árvores e etc; Papai Noel foi uma adaptação da crença católica em São Nicolau à uma personagem criada pela Coca-Cola lá pelos idos de 1920; o Natal virou uma data comercial, onde lojas faturam muito dinheiro e emissoras de TV ganham audiência com programas cheios de emoção piegas para fazer pessoas chorarem enquanto artistas que não estão se lixando para o que acontece no mundo fazem um papel de bonzinhos distribuindo presentes a crianças carentes. Esses e outros motivos são repetidos ano após ano, e mesmo assim o Natal continua gerando o mesmo movimento. Há ainda - pasmem - quem defenda o Natal.

Bom, eu sou um dos que defendem a data, apesar de não ver muita graça nela. Mas gosto de comemorar. Por que?

É verdade que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. É mais provável que ele tenha nascido entre os meses de março e junho, época do frio em Belém. Mas eu não sei a data exata, e tô pouco me lixando se os símbolos natalinos vieram do paganismo. Eu comemoro por um único motivo: independente da religião que se crê, ou até de não se ter religião eu vejo Jesus de Nazaré como uma das pessoas mais incríveis que esse mundo já conheceu. Não, não sei se ele realmente nasceu em Belém, se ele nasceu através de um parto milagroso da Maria Virgem, não sei se o que a Bíblia relata sobre o nascimento dele é realmente o que aconteceu ou se os escritores florearam um pouco para dar um tom mais romanceado ao nascimento do Messias. Mas independente de qualquer coisa Jesus foi um homem à frente de seu tempo. Assumiu como missão principal lutar contra um sistema religioso nefasto, que privilegiava a instituição ao invés das pessoas e explorava a boa fé de pessoas simples, em nome de um deus vingativo e ameaçador - qualquer semelhança com os tempos atuais não é mera coincidência. Mesmo estando nesse meio - lembremos que Jesus era um rabino judeu - ele teve a coragem para denunciar a podridão do sistema. Jesus não tinha como objetivo acabar com a religião judaica nem fundar uma nova religião, ele queria dar sua contribuição para colocar as coisas em ordem. Tentou, lutou, mostrou às pessoas que há um jeito diferente de ver a vida, sem o "fardo" da religião - isso é o que ele chamava de Reino de Deus, uma forma diferente de ver a vida - e convenceu pessoas a se libertarem da opressão dos mais fortes - "a verdade vos libertará". Jesus conversou com os excluídos e renegados da época - foi a casa de um cobrador de impostos, conversou com mulheres estrangeiras e atendeu mendigos - e devolveu a dignidade de gente esquecida pela sociedade. Jesus foi um homem corajoso, a ponto de desafiar líderes da época, condenar o uso dos templos para venda e lucro.

Por essas e outras coisas eu vejo Jesus como um homem incrível. Muito diferente do que a religião costuma pregar. Jesus foi um homem simples, que nunca lutou por poder, nunca quis ser protagonista de nada, nunca quis revolucionar nada nem ser adorado como nada. Foi apenas um homem que tinha a consciência da situação da sociedade em que vivia e que usou sua força para tentar mudar a realidade. Conseguiu pouca coisa, pois eram apenas ele e 12 discípulos que não sabiam muito bem como agir contra um sistema forte e impiedoso, e acabou morto da maneira mais indigna e brutal que a justiça da época condenava seus "criminosos": a morte de cruz! Se ele ressuscitou depois e continua vivo, se é o Cristo, se é Deus, isso é um assunto da religião, que eu não tenho o menor interesse em debater.

É esse cara que eu quero homenagear no Natal. Não interessa se ele nasceu dia 25 de dezembro, se nasceu mesmo de uma virgem ou se nasceu em Belém. O que interessa é que ele existiu e lutou por um mundo melhor e deixou lições preciosíssimas de como enfrentar a vida - "tenham ânimo, pois eu venci o mundo e vocês também podem vencer". Sim, ele merece homenagens.

Com esse sentimento desejo a todos vocês, amigos, um feliz natal, e que as lições de Jesus Cristo possam fazer parte da base das nossas vidas, hoje e sempre.

Abraços!