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Mostrando postagens de Abril, 2011

Renata quer voltar.

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Renata mudou muito desde sua adolescência.
Da menina bobinha que vivia amedrontada em igrejas, ela se tornara uma mulher articulada, inteligente, cabeça aberta e sempre pronta para o diálogo.
Quando de seus 14, 15 anos, Renata desejou por várias vezes entender certas imposições que sua religião lhe fazia. Certas coisas que todos aceitavam de bom grado eram para ela verdadeiros absurdos. Como podia uma comunidade de pessoas quietas, aceitando tudo que lhes era imposto, sem sequer perguntar o por que? Mas Renata também não perguntava, pois se ao menos ousava questionar era taxada de baderneira, rebelde, herege, filha do diabo, e outros nomes típicos dos ambientes religiosos. Ela achava curioso que sua comunidade religiosa pregava absurdos e tomava o cuidado de criar sistemas de lavagem cerebral, impedindo que qualquer pessoa viesse questionar o que era falado nos microfones. Coisas como "não falem mal dos pregadores", "não duvidem da mensagem de Deus", "quem duvid…

Maria

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Houve um tempo em que Maria havia desprezado as pessoas que queriam sua amizade.
Em nome de certos princípios morais que ela nem sabia ao certo se valiam a pena ser seguidos, Maria desprezou as pessoas. Preferia viver de acordo com uma certa crença estranha de que todas as pessoas eram inferiores a ela. Sim, Maria era arrogante. Para ela, todos eram seres preguiçosos que queriam apenas as coisas de um jeito fácil, enquanto ela sim dava realmente o devido valor à vida. Ela preferiu não se misturar. Enquanto todos conversavam, Maria reprimia as risadas e condenava toda aquela alegria. "Enquanto vocês conversam e se distraem o mundo está girando, e a vida está passando", dizia ela em tom de reprovação. Aos poucos, as pessoas passaram a se afastar de Maria. Diziam que qualquer pessoa no mundo conseguia ser mais agradável do que ela. E Maria não ligava, pois achava melhor não ter por perto gente que queria apenas "empurrar o mundo com a barriga".
Mas as pessoas se fora…