Happy Birthday, Avril (@AvrilLavigne)



Gosto de música. Aliás, acho que todo ser humano gosta, com largas diferenças de preferência entre uns e outros. Gosto da música que tem uma letra profunda, melodia agradável e certa qualidade técnica. Reconheço ser um pouco exigente, mas procuro enxergar coisas boas em todos os gêneros - tá certo que em alguns é impossível achar, mas eu procuro.

Mas uma cantora está no topo da minha lista de preferências: Avril Lavigne. Não, não sou emo nem sigo nenhuma modinha, tanto porque meus 25 anos me impedem de seguir modinhas adolescentes. Mas eu gosto da Avril. Gosto da música dela, gosto do jeito dela, e gosto principalmente da história dela.

Avril Ramona Lavigne nasceu em Napanee, pequena cidade de Ontario, no Canadá em 27 de setembro de 1984 e desde criança mostrou seu amor pela música. Ela mesma disse numa entrevista numa vez que, quando criança, adorava pegar vassouras para usar como microfone e subia na cama, se imaginando num palco. Cresceu no ambiente religioso, superprotegida pelos pais, Judy e John Lavigne, cantando na igreja que seus pais frequentavam, e ainda criança foi convidada a cantar no Coral da igreja. Avril começou a se destacar dos demais pela voz firme e pelos agudos perfeitos, apesar do contralto nítido em sua voz desde criança. Começou a conhecer o country e se interessar por outros estilos musicais, mas foi logo reprimida pela familia evangélica, que não a queria ver cantando músicas que não fossem gospel. Ganhou um concurso de uma rádio e se apresentou com Shania Twain num palco para 20 mil pessoas e lá, ainda bem jovem, decidiu que seguiria a carreira de cantora. Para isso, teve de enfrentar a reprovação dos pais e se mudar pra Nova Iorque.

Em Nova Iorque, Avril se envolveu com o movimento punk, e começou a chamar a atenção de gravadoras. Logo assinou contrato com a Arista e lançou seu primeiro trabalho, Let Go, uma produção pequena, com músicas de composição da própria Avril que falavam da sua visão do mundo, da confusão que sua cabeça adolescente de 17 anos fazia com a vida ("tudo muda enquanto eu viro as costas, eu sou um móbile" - trecho da música Mobile); o CD era uma aposta tímida que a gravadora fazia na menina magrela franzina vinda do Canadá que cantava bem. Mas Let Go resultou num verdadeiro fenômemo:  em pouco tempo as músicas Complicated e I'm With You explodiram nas rádios americanas e logo chegaram ao topo das músicas mais cantadas no mundo. Em pouco tempo, Avril vira seu trabalho chegar ao ápice: fãs por todos os lados, convites para turnês nos lugares mais absurdos do planeta, além da onda punk que tomou conta dos adolescentes no mudo todo, graças a sua influência.


Em 2004 lançou Under My Skin, com colaboração da compositora canadense Chantal Kreviazuk e de Ben Moody, ex-baterista do Evanescence. O CD trás músicas mais adultas, carregadas do Rock'nd Roll pesado, com letras que falam de decepções amorosas e frustações. Logo bateu recordes de vendas e chegou a marca de 9 milhões de cópias vendidas em 2004, sendo considerado o CD mais vendido em todo o mundo naquele ano. Ainda em 2004, a revista Rolling Stones dedica uma matéria à Under My Skin, classificando as músicas do CD como "irresistíveis", além de dizer que Avril foi uma das únicas na história da música americana a conseguir "manter a cabeça", ao manter seu estilo e rejeitar influências do hip hop, tão presentes em outros cantores na época.  O The Guardian tambem se manifesta sobre Avril Lavigne, dizendo que Under My Skin era o símbolo autêntico da rebeldia punk-rock americana. A Billboard americana diz que, com o trabalho novo, Avril abandona a imagem de adolescente inocente e passa para a fase de menina madura revoltada com a adolescência, com musicas menos alegres que o primeiro trabalho. O sucesso do segundo trabalho também se confirma no Brasil, sendo o CD mais vendido de 2004.

Em 2007, Avril lança seu 3° trabalho, The Best Damn Thing, onde ela apresenta sua fase madura: músicas mais dançantes e leve inclinação ao pop. Avril confirmava, com esse trabalho, que estava abandonando a imagem de menininha pop mal resolvida. O The Guardian classifica The Best Damn Thing como um "retorno triunfal" de Avril Lavigne que, mesmo aos 22 anos e casada, colocou em suas letras o espírito adolescente, mas agora cheio de autoconfiança, provocador.O site americano About.com, especializado em música, diz que The Best Damn Thing é o típo de trabalho que faz a crítica querer "arrancar os cabelos": trás a nítida percepção de que Avril cresceu, mas ao mesmo tempo revela o espírito rebelde de menina punk que ainda está em Avril. O site diz ainda que Avril Lavigne é a "cantora do século XXI". Sobre a música When You Gone, single do CD, toda a crítica americana tem a mesma opinião: Avril se mostra madura e se assemelha com a também canadense Alanis Morrissete. No miundo todo, The Best Damn Thing vendeu 6 milhões de cópias em 2007.

Além de gostar das músicas, das letras, da voz da Avril, gosto também da pessoa dela. Ela é o tipo de pessoa quenão tem medo de arriscar. Conforme passaram-se o sanos e Avril foi crescendo, a rebeldia de menina punk foi perdendo sentido para ela. As roupas largas e desajeitadas começaram a dar lugar a modelos mais ajeitados (e sensuais), que realçavam o corpo de mulher da cantora. Avril trocou o skate pela maquiagem. Sobre essa mudança, ela mesma diz: "quando você cresce, as coisas da adolescência passam a não fazer mais sentido". Avril começa a aparecer em revistas fora do mercado da música. Posa para um ensaio da Maxim americana, que mostra a Avril que as roupas de menina escondiam: o "mulherão". Avril havia crescido, se desenvolvido e mudado, mas conservando ainda o estilo musical que a havia consagrado no mundo todo.


Enfim, não me interessa se ela casou e divorciou com pouco tempo de casada, se apareceu bêbada numa balada, se fuma, se não fuma, se foi flagrada fazendo top less numa praia, nada disso importa. Nunca fui de me importar com fofoca da vida pessoal de artista. O que me importa é que ela sempre foi e continua sendo, pelo menos pra mim, the best damn thing! rs 

Happy Birthday, Avril!

Voando Para o Alto


Assisti hoje a peça Voando Para o Alto, à convite de uma amiga, a Anna Tamaio, que está no elenco. A peça é baseada no livro A História de Fernão Capelo Gaivota (Jonathan Livingston Seagull - The Story, nos EUA), 1970, de Richard Bach, piloto reserva da Força Aérea Americana e escritor consagrado, conhecido por sempre envolver o voo em seus livros, seja no sentido literal, com manuais de voo, seja no sentido metafórico. Richard Bach escreveu diversos livros, mas foi com Fernão Capelo Gaivota que ele alcançou maior destaque.

Voando para o Alto conta a história de Fernão, uma gaivota como qualquer outra que um dia sente o desejo de aprender novas manobras de voo, diferente de seu bando, que vivia apenas para caçar e comer. Com essa atitude, Fernão atrai a reprovação de todo o bando e acaba banido, sendo obrigado a viver sozinho e sem um lar. Fernão conhece outras gaivotas com o mesmo desejo de voar e acaba aprendendo manobras incriveis, tornando-se uma ave admirada entre seus companheiros pelas incríveis manobras de que é capaz. Mais do que isso, Fernão descobre o amor e a alegria da liberdade, de ter o ceu como lar e poder voar sem objetivo, voar simplesmente por voar. Fernão é mais que uma ave que voa bem: é uma espécie de grande professor, o que o torna quase um ser sagrado, filho da Grande Gaivota. Mas Fernão sente a necessidade de voltar ao antigo bando e lhes mostrar a vida nova que descobriu, onde o voo por si só e a liberdade que isso trás é o mais importante. Assim, Fernão volta ao antigo bando do qual havia sido banido e conquista seus antigos companheiros, que se interessam pelos conhecimentos de voo de Fernão e seus amigos.

Voando Para o Alto é uma peça que fala da liberdade que todo ser humano tem de viver conforme suas próprias convicções, de acordo com seu coração, mas que muitas vezes é reprimida pelo medo de arriscar, de ousar, de ir mais longe. Voando para o Alto é uma peça de contrastes: do contraste da vida medíocre com a vida plena e livre, da submissão às regras de um bando com o respeito mútuo sem obrigações, da imposição com o amor puro e livre. Fernão é uma alegoria do ser humano que descobre seu potencial e toma a iniciativa de dar um passo adiante, de viver acima da média, de sair da mediocridade. O bando é a alegoria da "roda viva" de Caetano Veloso que leva todo o contexto do ser humano a uma repetição presa e tímida, da mediocridade de viver com o mínimo, com o pouco; o bando é como o homem que o apóstolo São Paulo falou que "se olha no espelho, vira e já nem se lembra mais do próprio rosto".

Como se não bastasse toda essa mensagem quase profética da peça, a qualidade técnica da equipe Tal e Pá é perfeita. Além da organização e elenco impecáveis, a equipe conseguiu transmitir a mensagem de uma maneira leve, agradável e clara.

O teatro fica beeem longe de casa, mas a peça vale a pena! Nada que o metrô não dê jeito... haha!

PS: assisti a peça duas vezes, na semana passada e hoje. Foi impossível rejeitar o convite da Anna para ver a segunda vez... =)

De como eu virei um "marineiro"

Francisco Rossi

Sempre gostei muito de política. Me lembro desde criança acompanhar o horário eleitoral, procurar gravar nome e número de candidatos e conhecer propostas, mesmo sem nem ter idade para votar, sequer como facultativo. Lembro até hoje da campanha de Francisco Rossi à prefeitura de São Paulo, na época pelo PDT, em 1996, e do slogan Rossi: testado e aprovado, de como vibrava ao saber que ele tinha chances de vencer Celso Pitta, do então PPB. Mas o Pitta acabou vencendo e fez a merda que fez em São Paulo.

Por incrível que pareça, conforme fui crescendo e descobrindo a política, me desencantei. Cheguei a flertar com o PT, me filiei, até. E me desfiliei apenas por causa de um engano meu no TRE, que me pediu recadastramento e eu não fiz (isso me rendeu, inclusive, uma convocação para ser mesário...). Mas o que eu via diariamente na política havia me feito desencantar. Quanto mais eu pensava que a política era o instrumento certo para quem quer fazer algo diferente pelo lugar onde vive, mais eu percebia que a política é apenas um meio de ter privilégios e vantagens pessoais e ainda ganhar muito dinheiro com isso, seja com salários altíssimos, seja com propinas, mensalões, dólares na cueca e etc.

Propaganda da Soninha Francine em SP em 2008

Cheguei a flertar também com o PPS. Na campanha municipal de 2008, vesti a camisa popular socialista e participei da campanha da Soninha Francine à prefeitura, distribuindo materiais, falando com pessoas. Gostei da imagem descolada dela, que aparecia na TV mal arrumada e sem nenhuma maquiagem, da clareza dela em falar sobre política e das propostas contextualizadas dela para São Paulo, achei que o que ela falava batia muito com o que eu acreditava ser a política. Foi no slogan da campanha dela (Soninha: quem disse que não tem mais jeito?) que me inspirei para o slogan do Blog Novas Ideias. Mas ela perdeu as eleições de 2008 e foi trabalhar como subprefeita da Lapa, à convite do prefeito Kassab. Daí em diante ela se rendeu à tucanada paulista. Tá, ela já explicou quinhentas vezes porque saiu do PT, porque apoia o Serra e trabalha na campanha dele, e eu entendo isso. Também não tenho nada contra o Serra e o acho um cara legal. Mas a Soninha virou uma coisa chata. De uma mulher cheia de ideias legais, simples e eficientes, ela virou um simples cabo eleitoral tucano. Mais uma vez me desencantei com a política.


Em 2008, enquanto o PT se contorcia feito peru bêbado procurando alguém que pudesse suceder o Lula, surgiram rumores de que Marina Silva poderia ser a sucessora. Ainda conhecia pouco a Marina, devido ao meu desencantamento com a política, mas o pouco que ouvia falar era bom. Ela era sempre citada como mulher de pulso firme, que preferiu perder o Ministério do Meio Ambiente do que fazer concessões que fossem contra o que ela acreditava ser o melhor para o Brasil. Em 2009 veio a notícia de que ela havia saido do PT e se filiado ao PV para se candidatar à presidêcia. Com  isso culminou todo meu desencatamento pelo PT, que aceitou perder um nome ético como a Marina, apesar de já vir perdendo gente boa há anos, como Ivan Valente, Hélio Bicudo e outros. Estive na convenção do PV em São Paulo que recebeu Marina Silva, e lá decidi que ela seria minha candidata.


 
Com o passar do tempo, e das eleições, cada dia confirmo que estou certo ao dar meu voto à Marina Silva. Ela conseguiu algo que eu considerava quase impossível: me fazer encantar novamente pela política. Na Marina vi a política como instrumento eficiente para transformação, para lutar pela justiça e igualdade. Ela me inspira a lidar com a política como uma coisa legal, divertida, até. Na Marina vi uma política séria, inteligente, antenada com o que há de melhor no mundo, mas com a cara brasileira de uma Silva que nasceu pobre e veio se alfabetizar apenas aos 16 anos no Acre, e virou uma das 50 pessoas capazes de salvar o planeta, de acordo com a The Economist. Marina é inspiradora. Ela desperta em quem a ouve os sentimentos mais nobres, os melhores sonhos. Marina é cativante. Ouvi-la falar sobre sua família, suas irmãs que ainda hoje vivem no Acre como empregadas domésticas mostra a mulher que venceu todas as adversidades, mas não esqueceu de onde veio e sabe que, assim como ela, muita gente nesse país ainda está lá. Ouvi-la falar com muita propriedade sobre questões ambientais despertam em qualquer um o desejo de trabalhar pela sustentabilidade do planeta - foi oque aconteceu comigo. Marina, com sua voz irritante de taquara rachada e cara de crente da Assembleia de Deus, nos leva a acreditar que ainda dá pra sonhar com um país justo, sustentavel, onde crescimento e preservação ambiental sejam parceiras, onde as ideias estejam acima do pragmatismo, onde propor conjunto de ideias esteja além de prometer "salário mínimo de R$ 600,00. Marina sensibiliza a todos nós a continuar acreditando que ainda existe gente séria, comprometida com a política, não apenas no seu partido, mas em todos os partidos.

Por isso, abro aqui meu voto. Dia 3 de outubro, vou de Marina Silva, e em toda a legenda dela em São Paulo: Fábio Feldmann Governador 43, Ricardo Young Senador 430. Sim, eu sou um "marineiro".

O Papa em Auschwitz - Texto de Henry Sobel


Domingo, encerrando sua viagem de quatro dias à Polônia, o papa Bento XVI fez uma visita carregada de emoção ao antigo campo de concentração nazista de Auschwitz. O próprio papa disse que fazer tal visita era "estarrecedor" para ele, como cristão e alemão, mas não podia deixar de fazê-la. Num gesto de grande sensibilidade, o papa optou por falar em italiano, e não em sua língua materna, o alemão, a fim de não ferir os sentimentos dos judeus, para quem a língua alemã está inextricavelmente associada aos horrores da era nazista.

Ao rezar durante uma cerimônia religiosa em memória das vítimas do Holocausto, o papa perguntou, com a voz embargada: "Por que, Deus, o Senhor se calou? Como pôde tolerar tudo isso? Onde estava o Senhor naqueles dias?"

Quando nos deparamos com o mal e a tragédia no mundo, é natural perguntarmos: onde está Deus? Como Ele pode deixar que tal coisa aconteça? A meu ver, porém, não são estas as perguntas primordiais. O que nos devemos perguntar não é onde está Deus, mas, sim, onde está o homem. Não como pode Ele, Deus, permitir que tais coisas aconteçam, mas, sim, por que ele, o homem, permite que essas coisas aconteçam. O que é que o ser humano tem feito para impedir as barbaridades?

O biógrafo de Sigmund Freud conta o caso de um importante cirurgião vienense que, ao se encontrar com Freud pela primeira vez, num corredor do hospital onde ambos trabalham, lhe mostrou um osso corroído pelo câncer, testemunho de uma vida que ele tinha sido incapaz de salvar, e lhe disse sentir-se profundamente magoado: "Sabe, doutor Freud, se algum dia eu me encontrar frente a frente com Deus, vou sacudir este osso em Sua face e perguntar-Lhe por que Ele permite uma doença destas." E Freud respondeu-lhe: "Se eu, algum dia, tiver essa oportunidade, vou formular a queixa de um modo diferente.

Não vou indagar por que Ele permite o câncer, e sim por que Ele não deu a mim, ou ao senhor, ou a qualquer outra pessoa, a inteligência para descobrir a cura desta doença."

Antes de perguntarmos "onde está Deus", cabe-nos formular a outra pergunta: "Onde está o homem?" O que está fazendo o homem com o mundo que Deus lhe deu?

A 2ª Guerra Mundial e os campos de concentração constituem o maior desafio à teologia em nossa época. Creio que todas as religiões deveriam rever seus conceitos, tendo em vista o que Auschwitz e Treblinka nos ensinaram sobre Deus e o homem.

Quando Hitler proclamava publicamente sua perversa política racial, por que as pessoas concordaram em aceitá-lo como líder? Onde estava o homem quando os eleitores da Alemanha disseram: "Antes Hitler, com suas idéias esquisitas sobre os judeus, do que a inflação ou o socialismo"? Onde estava o homem quando Hitler subiu ao poder e começou a concretizar suas loucas ameaças? Onde estavam os advogados, os juízes, os médicos e tantos outros que seguiram e apoiaram passivamente os decretos de Hitler?

Se os advogados tivessem lutado pela dignidade de sua profissão, se os juízes tivessem defendido a justiça, se os médicos se tivessem importado com a vida humana, não haveria necessidade de perguntar mais tarde: "O que houve com Deus?"

Onde estava a Igreja? Onde estavam as autoridades eclesiásticas, tão prontas para exaltar a santidade da vida humana, enquanto milhões e milhões de vidas inocentes estavam sendo aniquiladas? Onde estavam os líderes dos governos aliados que deram um jeito de olhar para o outro lado e não conseguiram encontrar um canto em seus países para os judeus refugiados? Temos, certamente, o direito de perguntar onde estava Deus em 1940, mas temos o dever de perguntar, antes, onde estava o homem em 1940. O que poderia ele, homem, ter feito para impedir o inferno do Holocausto... e não fez?

Existe uma lenda sobre um rabino que se preparava para viajar de Israel para Roma. Na noite anterior à sua partida, ele teve um sonho no qual viu um mendigo esfarrapado sentado às portas de Roma. No sonho, ele ouviu uma voz que lhe dizia: "Vê este homem? Este é o Messias vestido de mendigo." O rabino acordou e não conseguiu mais esquecer o sonho. Continuou a pensar nele durante toda a viagem. Finalmente, ao aproximar-se de Roma, avistou um homem maltrapilho, sentado exatamente no local que havia visto no sonho. O rabino chegou-se a ele e questionou: "É verdade que você é o Messias?" E o homem respondeu: "Sim." O rabino, então, perguntou: "O que é que você está fazendo às portas de Roma?" E o homem replicou: "Estou esperando." Ao que o rabino retrucou: "Esperando?! Num mundo tão cheio de miséria, ódio e guerra, num mundo onde o povo de Israel está disperso e oprimido, num mundo onde existem crianças famintas, você está aqui, sentado, esperando?! Messias, pelo amor de Deus, o que é que você está esperando?" E o Messias respondeu:"Tenho esperado por você, para poder lhe perguntar, em nome de Deus, o que é que você está esperando."

A visita do papa Bento XVI a Auschwitz, no domingo, o fez reviver um capítulo muito doloroso da História humana. Diante das lápides simbólicas naquele local em que ocorreu o maior massacre de todos os tempos, o papa sentiu a necessidade de perguntar onde estava Deus enquanto a bestialidade nazista agia impune.

Com todo o respeito, permito-me responder ao Sumo Pontífice: Deus estava onde sempre esteve, esperando que os homens assumissem o seu dever.

Minha participação no Programa Login da TV Cultura

Olá, amigos.

Já está no Youtube minha participação no Programa Login, da TV Cultura. Pra quem ainda não viu, está aí:

Amo Muito Tudo Isso?

O McDonalds, maior rede de fast food do mundo, sempre dividiu opiniões. Desde os que não ficam sem, pelo menos, um lanche por dia, aos que o criticam com unhas e dentes - perdão pelo trocadilho. O Mc, pode-se dizer, é o tipo amado e odiado.

Mas uma associação médica nos EUA resolveu fazer uma crítica mais pesada - perdão de novo pelo trocadilho. Lançou um comercial de TV que mostra um cadáver segurando um lanche do MC, com a letra M envolvendo os pés do cadáver e uma adaptação ao slogan americano: I'm Was Loving It ("eu estava amando tudo isso"). Adaptando ao slogan brasileiro, seria algo como "eu amei tudo isso", ou "eu amava tudo isso".


A principal característica das propagandas americanas é o ambiente sombrio, até meio assustador. Por lá dá certo, e essa campanha tem tudo pra fazer barulho por lá. Aliás, já está fazendo.

Bái!

Quem precisa de gorjeta?

Depois de ver o que esse cara viu?



Nova campanha da Armani com a Megan Fox. Ela é daquelas que deixam sem jeito até mesmo o maior pegador do mundo...

Bái!

É hoje minha participação no Programa Login, da TV Cultura

Oi amigos.

Como alguns de vocês já sabem eu gravei uma participação no quadro Perfil Y do Programa Login da TV Cultura. Minha participação vai ao ar hoje, às 19:00. Falei um pouco da importância da conscientização ambiental e da coleta selteiva, e falei sobre meu projeto de coleta seletiva em escolas públicas de São Paulo. O programa de hoje conta com a presença do cartunista Caco Galhardo.

O programa é transmitido ao vivo pela internet, também. Quem não piuder ver na TV pode ver no www.tvcultura.com.br/login

#VEJAO e divulguem.

Bái!

Violência tem motivos?

Texto postado também no www.insoonia.com


Queria, na verdade, comentar uma coisa estranha que aconteceu comigo ontem, na rua. Estava eu, feliz e calmamente caminhando pela avenida Brigadeiro Luiz Antônio, em SP, indo ao ponto de ônibus tomar meu busão de cada dia, quando vi no ponto uma menina (gostosinha, até) sentada, chorando baixinho, mas um choro sentido. Minha timidez excessiva com desconhecidos me impediria de falar com a moça, mas meu lado Madre Tereza fala mais alto nessas horas. Dei a cara a tapa e perguntei o que estava acontecendo, se ela estava passando mal, algo assim. Ela respondeu apenas que não estava passando mal, estava tudo bem. Tomei a liberdade de perguntar se ela estava com algum problema, pronto para ouvir um não é da sua conta. Mas a moça se mostrou receptiva e começou a conversar. Vou omitir o nome dela, óbvio, e mudar um pouquinho a história, pra não haver nenhuma possibilidade de identificação.

Ela me disse que estava grávida (detalhe: ela tem menos de 18 anos), mas não tinha coragem de contar ao namorado (que tem menos de 19) o resultado do exame, porque ele é muito violento. Disse que bate nela quase toda semana. Perguntei:

-Mas como assim, te bate? Você não pode aceitar isso!
-Ah, mas eu dou motivo, eu irrito ele às vezes, sou muito chata!

Conversei um pouco com a moça, e logo ela tomou o ônibus e foi embora. Provavelmente nunca mais vou vê-la de novo. Mas essa de “eu dou motivos para ele me bater” ficou na minha cabeça. Ainda mais porque essa semana vi o resultado de uma pesquisa que diz que quase 80% das mulheres que apanham são vítimas de namorado ou ex-namorado. Se a violência é algo intolerável, como explicar uma menina que aceita apanhar porque “dá motivos”?

Meninas, deixa eu falar uma coisa: NÃO EXISTEM MOTIVOS PARA A AGRESSÃO. Ele te ameaçou, te ofendeu com palavrão? SAI FORA DESSE CARA, porra! Um cara merda que te ofende não merece sequer sua atenção, quanto mais seu amor. Ele te bateu? Denuncie! Não tenha medo de fazer mal a um filho-da-puta que teve a coragem de levantar a mão a você.

Homens, “prestenção”: violência nunca resolve nada, pelo contrário, cria outro problema pior. Tua namorada terminou com você? OK, vc não é o primeiro nem vai ser o último do mundo a levar um fora nessa vida, cacete! Deixa a menina seguir o rumo dela e siga o seu. Mostre que você é maduro o suficiente pra viver sem depender dela. Se ela não quer, paciência, tem quem queira, OK? Não trate mulher como posse sua. Ela não te pertence. Lembre disso!

Galerinha, desculpem pelo texto longo, mas tenho visto tantos casos de meninas sofrendo na mão de malucos que acho que precisava de um texto assim. Leiam, reflitam, conversem sobre isso, comentem. Violência nunca leva a nada, OK?

Email que enviei ao Democratas

Email que enviei ao Democratas falando sobre a publicidade de candidatos do DEM em SP:

Boa tarde.



Me chamo Weslley Talaveira e moro na capital de São Paulo. Admiro a administração do prefeito democrata Gilberto Kassab, e gosto da atuação do DEM em SP.



Mas eu gostaria de comunicar um fato que vem acontecendo com 2 candidatos do Democratas de SP: o candidato à deputado federal Alexandre Leite (2513) e o candidato à deputado estadual Milton Leite Filho (25250). Esses dois candidatos, filhos do vereador do DEM Milton Leite, estão cometendo um desrespeito terrível com a zona sul de SP, principalmente a região do Largo do Socorro: estão emporcalhando a cidade com propagandas por TODOS os lados. Todos os muros, grades, portões estão cheios de propagandas. Como a Lei Cidade Limpa foi liberada nessas eleições em SP, vários candidatos estão sujando a cidade. Mas na zona sul, onde moro, esses dois candidatos estão passando dos limites.



Além do mais, o candidato Milton Leite Filho tenta usar de ma-fé, usando a credibilidade que o pai, Milton Leite, tem na zona sul. Usa sua foto, que é bastante parecida com a do pai, e expõe nos cartazes o nome MILTON LEITE, com a letra "F" bem pequena no canto direito, para que quem votar nele pense que está votando no Milton Leite. Eu mesmo ouvi muita gente dizendo que ia votar no Milton Leite, pensando ser o pai, quando na verdade está votando no filho.



Como conheço e gosto do Democratas, sei da postura ética do aprtido, que ficou evidente com o escândalo no DF, venho levar ao vosso conhecimento esses acontecimentos, para que providências possam ser tomadas.



Sem mais, agradeço!



Segue o link de uma foto que fiz, no bairro Jardim Ranieri, periferia da zona sul de SP (http://4.bp.blogspot.com/_HtPe9Tu8GD0/TIBCZR4CbuI/AAAAAAAADCI/WH_pi95Y4v4/s1600/mboimirim.jpg)



Weslley Talaveira