O curioso caso de Benjamin Button



Depois de vários meses com vontade, aluguei hoje O Curioso Caso de Benjamin Button. Já tinha visto um trecho do filme na casa de uma amiga, mas queria vê-lo por completo.

O filme conta a hitória de Benjamin, um garoto que nasce de um jeito completamente inverso ao sentido natural das coisas: nasce velho e vai rejuvenescendo com o passar dos anos. Quando bebê, está cheio de rugas e com as doenças naturais de um idoso de mais ou menos 80 anos. Cresce como um velho e ao mesmo tempo como um menino, usando muletas e brincando com bonecos de plástico, até que conhece Daisy, uma menina da sua idade, por quem se apaixona profundamente. Mas espera pacientemente até que Daisy cresça e amadureça, e ele rejunevesça, até que os dois tenham uma idade parecida, para poderem viver juntos.

O filme gira em torno da vida de Benjamin, mostrando seu sofrimento por ver sua vida seguir o rumo inverso das pessoas que ama: enquanto todas envelhecem, Benjamin vai ficando jovem, bonito e saudável, até virar um adolescente, voltar a infância, e morrer como um bebê recém nascido.


O Curioso Caso de Benjamin Button reflete sobre a velhice. Nos faz perceber que os velhos muitas vezes são tratados como o tropeço da sociedade, aqueles que não servem mais para nada e acabam por estorvar a vida dos mais jovems e fortes. Faz-nos ver também a importância de viver cada etapa da vida em sua plenitude: infancia, adolescência, juventude, maturidade e velhice, sem nunca desejar pular cada uma delas.

Apesar de longo, o filme me arrancou lágrimas. Reforçou minha admiração pelas pessoas velhas, que, muito longe de serem estorvo, são exemplos de uma vida inteira de trabalho e de experiências, exemplos de pessoas que conseguiram vencer o desafio de viver todas as etapas da vida numa sociedade onde tantos tem a vida interrompida por uma doença ou por balas perdidas. Os velhos são vencedores: venceram a vida e todas as barreiras que ela impõe ao longo dos anos, e chegam à reta final com dignidade e beleza, beleza mostrada em cada ruga que esconde rostos fortes que um dia trabalharam pelo país.

Fica a dica.

Abraços Partidos


Hoje assisti "Abraços Partidos", produzido por Pedro Almódovar e protagonizado por Penélope Cruz e Lluis Homar. O filme se passa em duas épocas distintas: em meados dos anos 90 e em 2008, com histórias que mesclam o amor pelo cinema com paixões interrompidas.




No filme, o diretor de cinema Mateo Blanco (Lluis Homar), depois de vários acontecimentos, resolve adotar o pseudônimo de Harry Caine, e conta a Diego, seu assistente e filho de sua produtora e fiel amiga Judith sua historia até então mantida em segredo absoluto. Nessa história, Mateo fala de seu amor pela atriz Lena (Penélope Cruz), amor nascido durante o set de filmagens de um filme chamado "Chicas y Maletas" (garotas e bolsas). Lena é casada com um magnata que, atormentado pela ideia da traição, tentará usar seu poderio para impedir a conclusão e o lançamento do filme. "Abraços Partidos" é uma história incrível de um amor marcado pela intensidade, pelo sexo e pelos ciúmes, que foi interrompido brutalmente.



Usando da técnica do filme dentro do filme, Almódovar circula com uma fantasia que o diverte: a inspiração (ou até mesmo tesão) que as musas provocam nos diretores. O resultado final é um filme de ótimo bom gosto, com cenas perfeitas, elenco fantástico e trilha impecável. Como se não bastasse a trama ser ótima, ver Penélope Cruz quase totalmente nua não tem preço...